segunda-feira, 5 de setembro de 2011

1980 - 2011

Na Internet encontramos várias fotos de pessoas que refizeram a foto, no mesmo lugar, na mesma posição, anos depois. Eu sempre achei isso muito legal!

Fazia tempo que queria fazer o mesmo com fotos dos meus pais, tios e avós. Então, finalmente fiz algumas dos meus pais no sítio dos meus avós maternos em Ibirama, Santa Catarina.

Olhando o resultado é que percebemos o quanto somos frágeis, nós como pessoas, nós como natureza... Nosso planeta é um mundo de vidro.

Posto aqui algumas das fotos que fiz, a primeira foi tirada no dia em que eles noivaram, em abril de 1980. Em breve pretendo fazer mais. =D


Olhando para estas fotografias, vem a mente uma lenda nórdica da Visão de Gylfi, parte das Eddas em prosa.

Conta-se que certa vez o deus Thor foi à terra dos gigantes, Jotunheim, onde o mestre do castelo de Utgardr o desafiou a, entre outras coisas, lutar com a sua velha ama, a gigante Elli.

Thor é humilhantemente derrotado, sem saber que, na verdade, Elli é a velhice. Ninguém, seja deus ou homem, consegue derrotar o tempo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Mitologia: Frigga e a morte de Balder

Frigga.

Na mitologia nórdica, Frigga é a esposa de Odin, rainha do clã aesir e deusa da família, do amor e da união. É conhecida como a mais bela entre todas as deusas.

Filha de Fjörgyn, o deus da terra e mãe de Hermod, Hoder e Balder, a rainha de Asgard tem o poder da profecia e é detentora de uma enorme sabedoria, conhecendo o destino dos homens, sem, no entanto, jamais o revelar e é a única, à exceção de Odin, a quem é permitido se sentar em seu elevado trono Hlidskjalf e olhar para sobre o universo e os nove mundos.

O salão da deusa em Asgard é Fensalir, que significa "salões do pântano". Assim como o marido, é uma deusa complexa sendo representada com diferentes faces. Muitas outras deusas da mitologia nórdica são consideradas aspectos de Frigga, como Sága, Hlín, Sjöfn, Snotra, Vár, e Vör.

Frigga.

Nos mitos nórdicos, os deuses não são imortais como em outros panteões, eles necessitam comer das maçãs da deusa Idun para adquirirem juventude e força, escapando da morte.

Sendo assim, Balder, filho de Frigga, teve um sonho que anunciava sua morte, e que esta seria uma das causas e um dos sinais da proximidade do dia de Ragnarok, o fim do mundo. Frigga amava muito Balder e ficou desesperada.

Então mandou Gna, sua mensageira, percorrer o mundo no seu cavalo mágico recolhendo o juramento de todas as criaturas vivas que não lhe fariam qualquer mal. Assim Balder ficou invulnerável a todo e qualquer ataque, inclusive ao das doenças.

Como Frigga tinha o dom de prever o futuro e tinha visto que o seu filho iria sucumbir ao destino que o sonho transmitira, recorreu a este estratagema para retardar a morte de Balder.

Os deuses atiraram-lhe então todo o tipo de objetos afiados e confirmaram alegremente a sua imunidade. Mas o deus Loki não partilhou da alegria geral e pensou para si que, dada a rapidez com que Gna tinha efetuado a viagem para recolher as promessas, de certo tinha esquecido de alguma criatura.

Disfarçou-se então de velha e foi até o salão de Frigga a felicitar por ter conseguido adiar de tal forma a morte do filho. A deusa agradeceu, lamentando-se no entanto de que a sua mensageira Gna se tivesse esquecido na sua viagem de falar com uma planta insignificante. Loki tanto indagou que descobriu ser esta planta o agárico, arbusto que cresce na copa de árvores como o carvalho.

Cortou então um ramo, afiou-o, e dirigiu-se para junto de Hoder, o irmão de Balder que era cego e que nunca costumava participar nas celebrações festivas pois trazia mau augúrio. Sugeriu então a ele que atirasse o ramo contra Balder para participar na comemoração, mas Hoder replicou que não podia ver o alvo devido à sua cegueira.

Loki disse-lhe que guiaria a sua mão e Hoder atirou o ramo afiado matando instantaneamente o irmão. Este ato chocou todos os deuses ao ponto de até os gigantes, inimigos dos deuses, participarem solidariamente no funeral de Balder. Nana, mulher de Balder, suicidou-se com o desgosto.

A morte de Balder.

Este funeral teve um aspeto curioso: o barco que continha a pira funerária recusava-se a sair de terra, tendo sido chamada a gigante Irokkin para o empurrar.

No entanto, Frigga não conseguiu se conformar com a morte do seu amado filho e começou a planear uma maneira de enviar ao Helheim (o mundo dos mortos) alguém com coragem suficiente para levar o resgate em ouro e trazer o seu filho de volta.

Foi o outro irmão de Balder, Hermod, o ágil, quem empreendeu a viagem, montado no cavalo mais veloz do mundo, Sleipnir, que pertencia a seu pai. Depois de nove dias e nove noites de viagem chegou à margem de um rio com uma ponte com o teto em ouro guardada por uma mulher armada que vigiava para que nenhum dos que tinham entrado no Helheim saísse nem que entrasse nenhum ser vivo.

Mas quando Hermod se identificou e disse qual era a sua missão a sentinela deixou-o entrar. Depois de percorrer o sinistro reino chegou à deusa Hel, que deixou-se comover pela dor geral que a morte de Balder tinha provocado e permitiu que este saísse do 'inferno' sob a condição de que todas as criaturas do universo derramassem uma lágrima pela sua perda.

Logo cavalgou Hermod de volta, levando o dedal de Nana a Frigga e o anel de Balder a Odin como provas de afeição, e pedindo a todos os seres vivos que chorassem a morte de Balder.

Todos derramaram uma lágrima, exceto uma gigante, Thok, que era Loki disfarçado novamente, não correspondeu às expectativas e não mostrou pena alguma. Assim, Balder permaneceu em Helheim aguardando o dia do Ragnarok.

O funeral de Balder.

Frigga tecendo.

Frigga no trono e seus símbolos.

domingo, 31 de julho de 2011

Mitologia: Odin

Odin, o caolho.

Odin é o principal deus na mitologia nórdica e germânica. É o rei do clã Aesir e seu papel é complexo, sendo associado a sabedoria, guerras, magia e morte.

Vive em Asgard, no palácio de Valaskjálf onde assenta o trono Hlidskialf, de onde é possível avistar todo o universo.

Ao lado do seu trono estão Huginn e Muninn (Pensamento e Memória), os corvos que percorrem os nove mundos e trazem todas as informações aos ouvidos do deus. E também Freki e Geri, seus lobos, aos quais Odin dá toda a carne de seus banquetes, enquanto bebe apenas hidromel.

Odin é filho de Borr e da gigante Bestla, irmão de Vili e Ve e esposo da deusa Frigga, com a qual teve três filhos, Hermod, Hoder e Balder. Também é pai de Thor e Meili com a vanir Jord, de Vali com a princesa Rind, de Baugi com a gigante Gunnlod e de Vidar com a gigante Grid.

O casamento com Frigga deu-se após a longa guerra entre os aesir e os vanir, que tem o deus Njord, pai de Freya e Freyr, como rei. Derrotados, os vanir tiveram que entregar seu rei, Freyr e Freya aos aesir.

Diz a lenda que Odin, Vili e Ve derrotaram o primeiro gigante, Ymir, destroçaram seu corpo e dele fizeram o mundo. Dos seus ossos criaram todas as montanhas, da carne o solo, dos cabelos as árvores, do sangue toda a água dos rios e oceanos, seus olhos castanhos tornaram-se em Midgard (a Terra, um dos nove mundos), o crâno partido tornou-se o céu, do cérebro espalhado fez-se as núvens e as estrelas oriundas das faíscas da criação, assentaram-se ao alto, lembrando o poder dos filhos de Borr.

Odin, Vile e Ve contra o gigante Ymir.

Odin, Vile e Ve formam o mundo.

A montaria de Odin é o lendário corcel Sleipnir, aquele que plana no ar, cujas oito patas o fazem a criatura mais rápida do universo.

Segundo o livro Gylfaginning da Edda em Prosa, certa vez um gigante de gelo disfarçado apareceu em Asgard se oferecendo para reconstruir a muralha que a cercava em troca do sol, da lua e da deusa Freya.

Sob a influência do deus trapaceiro Loki os demais concordam com o pagamento, mas impõem algumas restrições ao empregado, incluindo completar o trabalho em até três estações sem a ajuda de qualquer outro homem.

O empregado faz somente um pedido: que ele tenha a ajuda de seu cavalo Svadilfari. O garanhão era duas vezes mais eficiente que o construtor, conseguindo transportar enormes rochas, para surpresa dos deuses. Com ele, o gigante progride rapidamente na fortificação e três dias antes do prazo, estava quase acabando.

Incrédulos, os deuses se reúnem para descobrir o culpado de tal situação, chegando a Loki e concluem que ele merece uma morte horrível se não conseguisse encontrar um plano para evitar o pagamento do trabalho, ameaçando-o.

Amedrontado, Loki promete que pensará em um plano. Naquela noite, o construtor se dirige a outro local em busca de rochas com seu cavalo e da floresta surge uma égua branca que seduz Svadilfari.

Os dois cavalos correm por toda noite, cessando o trabalho na fortificação e enfurecendo o gigante disfarçado, que começa a destruir tudo que havia construído.

Ao descobrir que o construtor era um gigante de fogo, os deuses rompem o contrato e Thor o mata, acertando-o com seu martelo Mjolnir. A égua era o deus Loki disfarçado, porém, engravidou de Svadilfari e deus à luz um cavalo cinza de oito patas, Sleipnir.

Odin monta Sleipnir.

Odin é o deus da magia, o andarilho que percorre o mundo disfarçado. Possui vários nomes, entre eles Gagnrad (o que determina a vitória), Grimnir (o disfarçado), Hár (o elevado) e Vegtam (o acostumado aos caminhos).

O rei dos Aesir nem sempre foi o mais sábio deles, no início, possuía uma sede insaciável por conhecimento que o levou a realizar auto-sacrifícios. Em busca de conhecimento, Odin pendurou-se de cabeça para baixo em Yggdrasill, a árvore que sustenta os nove mundos. Sem comida, sem bebida, durante nove dias e nove noites e ferido por sua própria lança, Gungnir.

Odin pendurado em Yggdrasill.

Como nos é revelado pelas Eddas:

''Sei que fiquei pendurado naquela árvore fustigada pelo vento,
Lá balancei por nove longas noites,
Ferido por minha própria lâmina,
Sacrificado a Odin,
Eu em oferenda a mim mesmo,
Amarrado à árvore
De raízes desconhecidas.
Ninguém me deu pão,
Ninguém me deu de beber,
Meus olhos se voltaram para as mais estranháveis profundezas,
Até que vi as Runas.
Com um grito ensurdecedor peguei-as,
E, então, tão fraco estava que caí.
Ganhei bem-estar
E sabedoria também.
Uma palavra, e depois a seguinte,
Conduziram-me à terceira,
De um feito para outro feito.''

As runas são os caracteres do alfabeto nórdico, o nome significa 'segredo'. Há vários registros arqueológicos da sua utilização entalhadas em armas, batentes de portas, copos e chifres que eram usados como cálices. Através da sua descoberta, Odin deteve o conhecimento sobre todas as palavras.

Outra passagem em busca de sabedoria nos é contada através do poema Voluspa. Onde Odin vai disfarçado até a Fonte de Mimir, em uma das raízes de Yggdrasill, em Jotunheim. A fonte é guardada pelo gigante Mimir, o mais sábio de todos.

O gigante reconhece o deus e deixa Odin beber da sua água em troca do sacrifício do seu olho esquerdo. O deus não hesita, entrega-lhe o olho, bebe da fonte e adquire o conhecimento sobre todas as coisas do mundo.

Odin bebe da Fonte de Mimir.

Ainda no Voluspa, conta-se o destino do mundo, através do Ragnarok, um conjunto de eventos que culminará na terrível batalha final entre os deuses e os gigantes, liderados por Loki.

Para enfrentar tal situação, Odin recolhe, através das Valquírias, todos os mortos em batalha em seus salões em Valhalla. Tais guerreiros, denominados einherjer, formarão o exército divino contra o mal no fim do mundo.

Mas somente a metade destes guerreiros são acolhidos por Odin, a outra metade dos bravos que tombam no campo de batalha, são recebidos pela deusa Freyja em seu palácio, chamado Fólkvangar.

Além destes, Odin conta com os Berserkers, guerreiros em pele de urso e com os Ulfserkers, que usam peles de lobo. Nesta batalha o deus será morto e devorado pelo feroz lobo Fenrir, que será imediatamente morto por Vidar.

Odin enfrenta Fenrir.

Odin, Pai de Tudo.

Odin, o andarilho.

Odin.

Escultura moderna de Odin em seu trono.

Destino: Berliner Fernsehturm

A Berliner Fernsehturm (Torre de Televisão de Berlim) está localizada no centro da cidade de Berlim, na Alemanha.

Foi projetada pelo arquiteto Hermann Henselmann e construída entre 1965 e 1969 pela República Democrática Alemã, como símbolo da Berlim governada pelo regime comunista.

Ela tinha originalmente 365 metros, mas após a instalação da nova antena em 1990, agora sua altura é de 368 metros, sendo a quarta maior estrutura sem apoios da Europa.

Há uma plataforma para visitantes e um restaurante giratório no centro da esfera. A plataforma está a uma altura de cerca de 204 m acima do solo e a visibilidade pode chegar a 42 km em dias claros.

O restaurante, que gira uma vez a cada vinte minutos, está a poucos metros acima da plataforma, tendo uma visão de 360º da capital alemã.

Dentro do eixo central há dois elevadores para trazer visitantes para a esfera da torre, levando 40 segundos para chegar e embora tenha uma escada, ela não é acessível para turistas.

Não há como ir a Berlim sem notar sua torre de Tv, avistada de praticamente toda a cidade, contrastando com edifícios antigos e em plena Alexanderplatz, coração da cidade 'Pequeno Urso'.











sábado, 30 de julho de 2011

Destino: Kinderdijk

Kinderdijk é uma aldeia na Holanda, pertencente ao município de Nieuw-Lekkerland, na província da Holanda do Sul, cerca de 15 km a leste de Rotterdam.

Está situado num polder na confluência dos rios Lek e Noord. Para drenar o polder, um sistema de 19 moinhos de vento foi construído por volta de 1740, este grupo de usinas é a maior concentração de antigos moinhos na Holanda.

Os moinhos de Kinderdijk são um dos mais conhecidos pontos turísticos holandeses e foram declarados como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1997.

A origem do nome provém de uma lenda, em 1421, durante a grande 'enchente de Santa Isabel', boa parte do país ficou alagado, exceto o polder Alblasserwaard.

Diz-se que quando a terrível tempestade acalmou, alguém foi para o polder ver o que poderia ser salvo e viu ao longe um berço de madeira flutuando no rio e mantido em equilíbrio por um gato, que saltava para trás e para frente, para que não entrasse água dentro dele.

Quando o berço chegou até a encosta de um dique, o homem viu que nele havia um bebê que dormia quieto e seco. Assim o local onde isto ocorreu teve seu nome batizado de Kinderdijk, que significa 'dique da criança' (sendo que o herói foi o gato).

A partir do século XIII, os problemas com a água tornaram-se constantes na Holanda. Canais de grande porte, chamados de "weteringen", foram escavados para se livrar do excesso de água nos polders.

No entanto, o solo drenado começou a afundar, enquanto o nível do rio subiu devido a depósitos de areia. Decidiu-se então construir uma série de moinhos de vento, com uma capacidade limitada para reduzir as diferenças do nível de água, mas apenas capaz de bombear água para um reservatório em um nível intermediário entre o solo e o rio.

O reservatório pôde ser bombeado para fora do rio por moinhos de vento, sempre que o nível do rio estava baixo o suficiente, sendo que ele sofria variações sazonais e das marés.

Apesar de alguns dos moinhos ainda serem usados, os trabalhos com a água são fornecidos por duas estações de bombeamento a diesel perto de uma das entradas do parque dos moinhos de vento.

Para visitar Kinderdijk não é preciso pagar nada. A área é aberta a público e pode-se caminhar entre os moinhos ou andar de bicicleta (é possível alugar lá). Carros e motos não são permitidos dentro do parque, mas é possível deixá-los em um estacionamento pago na entrada do parque. Além disso, pode-se fazer um passeio de barco pelos canais ao redor dos moinhos.

Um lugar lindo que vale a pena ser visitado!






sexta-feira, 29 de julho de 2011

Destino: Slawenburg Raddusch

Localizado na aldeia de Raddusch, em Vetschau im Spreewald, 18 km a oeste da cidade de Cottbus na Baixa Lusácia e 100 km a sul de Berlim, na Alemanha, o Slawenburg Raddusch é uma réplica fiél de um reduto da tribo eslava Lusitzi, construído durante os séculos IX e X.

Na época da RDA, inicou-se a mineração de carvão vegetal na região de Raddusch, na mina de Seese-leste e as descobertas arqueológicas no local estavam ameaçadas. Além das ruínas da vila eslava, foram encontrados vários objetos, inclusive uma estátua de madeira de 1100 anos de idade.

Com o fim da RDA e a unificação alemã, a exploração do carvão foi reduzida significativamente e a mina foi fechada antes de atingir as imediações do castelo.

A Secretaria de Estado de Brandenburgo para Preservação Histórica e Arqueologia, então, desenvolveu no período seguinte o projeto de reconstrução do antigo castelo, financiado com recursos da reabilitação das minas.

Construído com blocos, madeira e argila, abriga uma sala de conferência, um restaurante e um museu moderno em seu interior, cuja exposição detalha os 12 mil anos de história da região.

Em suas laterais, há dois lagos, o Bischdorfer See e o Kahnsdorfer See. O museu abriga um belíssimo acervo de objetos cerâmicos, de metal, madeira e pedra, em uma região de riquezas naturais e contrastes, com as minas de carvão moldurando as paisagens. Vale a pena conferir!