domingo, 31 de julho de 2011

Mitologia: Odin

Odin, o caolho.

Odin é o principal deus na mitologia nórdica e germânica. É o rei do clã Aesir e seu papel é complexo, sendo associado a sabedoria, guerras, magia e morte.

Vive em Asgard, no palácio de Valaskjálf onde assenta o trono Hlidskialf, de onde é possível avistar todo o universo.

Ao lado do seu trono estão Huginn e Muninn (Pensamento e Memória), os corvos que percorrem os nove mundos e trazem todas as informações aos ouvidos do deus. E também Freki e Geri, seus lobos, aos quais Odin dá toda a carne de seus banquetes, enquanto bebe apenas hidromel.

Odin é filho de Borr e da gigante Bestla, irmão de Vili e Ve e esposo da deusa Frigga, com a qual teve três filhos, Hermod, Hoder e Balder. Também é pai de Thor e Meili com a vanir Jord, de Vali com a princesa Rind, de Baugi com a gigante Gunnlod e de Vidar com a gigante Grid.

O casamento com Frigga deu-se após a longa guerra entre os aesir e os vanir, que tem o deus Njord, pai de Freya e Freyr, como rei. Derrotados, os vanir tiveram que entregar seu rei, Freyr e Freya aos aesir.

Diz a lenda que Odin, Vili e Ve derrotaram o primeiro gigante, Ymir, destroçaram seu corpo e dele fizeram o mundo. Dos seus ossos criaram todas as montanhas, da carne o solo, dos cabelos as árvores, do sangue toda a água dos rios e oceanos, seus olhos castanhos tornaram-se em Midgard (a Terra, um dos nove mundos), o crâno partido tornou-se o céu, do cérebro espalhado fez-se as núvens e as estrelas oriundas das faíscas da criação, assentaram-se ao alto, lembrando o poder dos filhos de Borr.

Odin, Vile e Ve contra o gigante Ymir.

Odin, Vile e Ve formam o mundo.

A montaria de Odin é o lendário corcel Sleipnir, aquele que plana no ar, cujas oito patas o fazem a criatura mais rápida do universo.

Segundo o livro Gylfaginning da Edda em Prosa, certa vez um gigante de gelo disfarçado apareceu em Asgard se oferecendo para reconstruir a muralha que a cercava em troca do sol, da lua e da deusa Freya.

Sob a influência do deus trapaceiro Loki os demais concordam com o pagamento, mas impõem algumas restrições ao empregado, incluindo completar o trabalho em até três estações sem a ajuda de qualquer outro homem.

O empregado faz somente um pedido: que ele tenha a ajuda de seu cavalo Svadilfari. O garanhão era duas vezes mais eficiente que o construtor, conseguindo transportar enormes rochas, para surpresa dos deuses. Com ele, o gigante progride rapidamente na fortificação e três dias antes do prazo, estava quase acabando.

Incrédulos, os deuses se reúnem para descobrir o culpado de tal situação, chegando a Loki e concluem que ele merece uma morte horrível se não conseguisse encontrar um plano para evitar o pagamento do trabalho, ameaçando-o.

Amedrontado, Loki promete que pensará em um plano. Naquela noite, o construtor se dirige a outro local em busca de rochas com seu cavalo e da floresta surge uma égua branca que seduz Svadilfari.

Os dois cavalos correm por toda noite, cessando o trabalho na fortificação e enfurecendo o gigante disfarçado, que começa a destruir tudo que havia construído.

Ao descobrir que o construtor era um gigante de fogo, os deuses rompem o contrato e Thor o mata, acertando-o com seu martelo Mjolnir. A égua era o deus Loki disfarçado, porém, engravidou de Svadilfari e deus à luz um cavalo cinza de oito patas, Sleipnir.

Odin monta Sleipnir.

Odin é o deus da magia, o andarilho que percorre o mundo disfarçado. Possui vários nomes, entre eles Gagnrad (o que determina a vitória), Grimnir (o disfarçado), Hár (o elevado) e Vegtam (o acostumado aos caminhos).

O rei dos Aesir nem sempre foi o mais sábio deles, no início, possuía uma sede insaciável por conhecimento que o levou a realizar auto-sacrifícios. Em busca de conhecimento, Odin pendurou-se de cabeça para baixo em Yggdrasill, a árvore que sustenta os nove mundos. Sem comida, sem bebida, durante nove dias e nove noites e ferido por sua própria lança, Gungnir.

Odin pendurado em Yggdrasill.

Como nos é revelado pelas Eddas:

''Sei que fiquei pendurado naquela árvore fustigada pelo vento,
Lá balancei por nove longas noites,
Ferido por minha própria lâmina,
Sacrificado a Odin,
Eu em oferenda a mim mesmo,
Amarrado à árvore
De raízes desconhecidas.
Ninguém me deu pão,
Ninguém me deu de beber,
Meus olhos se voltaram para as mais estranháveis profundezas,
Até que vi as Runas.
Com um grito ensurdecedor peguei-as,
E, então, tão fraco estava que caí.
Ganhei bem-estar
E sabedoria também.
Uma palavra, e depois a seguinte,
Conduziram-me à terceira,
De um feito para outro feito.''

As runas são os caracteres do alfabeto nórdico, o nome significa 'segredo'. Há vários registros arqueológicos da sua utilização entalhadas em armas, batentes de portas, copos e chifres que eram usados como cálices. Através da sua descoberta, Odin deteve o conhecimento sobre todas as palavras.

Outra passagem em busca de sabedoria nos é contada através do poema Voluspa. Onde Odin vai disfarçado até a Fonte de Mimir, em uma das raízes de Yggdrasill, em Jotunheim. A fonte é guardada pelo gigante Mimir, o mais sábio de todos.

O gigante reconhece o deus e deixa Odin beber da sua água em troca do sacrifício do seu olho esquerdo. O deus não hesita, entrega-lhe o olho, bebe da fonte e adquire o conhecimento sobre todas as coisas do mundo.

Odin bebe da Fonte de Mimir.

Ainda no Voluspa, conta-se o destino do mundo, através do Ragnarok, um conjunto de eventos que culminará na terrível batalha final entre os deuses e os gigantes, liderados por Loki.

Para enfrentar tal situação, Odin recolhe, através das Valquírias, todos os mortos em batalha em seus salões em Valhalla. Tais guerreiros, denominados einherjer, formarão o exército divino contra o mal no fim do mundo.

Mas somente a metade destes guerreiros são acolhidos por Odin, a outra metade dos bravos que tombam no campo de batalha, são recebidos pela deusa Freyja em seu palácio, chamado Fólkvangar.

Além destes, Odin conta com os Berserkers, guerreiros em pele de urso e com os Ulfserkers, que usam peles de lobo. Nesta batalha o deus será morto e devorado pelo feroz lobo Fenrir, que será imediatamente morto por Vidar.

Odin enfrenta Fenrir.

Odin, Pai de Tudo.

Odin, o andarilho.

Odin.

Escultura moderna de Odin em seu trono.

Destino: Berliner Fernsehturm

A Berliner Fernsehturm (Torre de Televisão de Berlim) está localizada no centro da cidade de Berlim, na Alemanha.

Foi projetada pelo arquiteto Hermann Henselmann e construída entre 1965 e 1969 pela República Democrática Alemã, como símbolo da Berlim governada pelo regime comunista.

Ela tinha originalmente 365 metros, mas após a instalação da nova antena em 1990, agora sua altura é de 368 metros, sendo a quarta maior estrutura sem apoios da Europa.

Há uma plataforma para visitantes e um restaurante giratório no centro da esfera. A plataforma está a uma altura de cerca de 204 m acima do solo e a visibilidade pode chegar a 42 km em dias claros.

O restaurante, que gira uma vez a cada vinte minutos, está a poucos metros acima da plataforma, tendo uma visão de 360º da capital alemã.

Dentro do eixo central há dois elevadores para trazer visitantes para a esfera da torre, levando 40 segundos para chegar e embora tenha uma escada, ela não é acessível para turistas.

Não há como ir a Berlim sem notar sua torre de Tv, avistada de praticamente toda a cidade, contrastando com edifícios antigos e em plena Alexanderplatz, coração da cidade 'Pequeno Urso'.











sábado, 30 de julho de 2011

Destino: Kinderdijk

Kinderdijk é uma aldeia na Holanda, pertencente ao município de Nieuw-Lekkerland, na província da Holanda do Sul, cerca de 15 km a leste de Rotterdam.

Está situado num polder na confluência dos rios Lek e Noord. Para drenar o polder, um sistema de 19 moinhos de vento foi construído por volta de 1740, este grupo de usinas é a maior concentração de antigos moinhos na Holanda.

Os moinhos de Kinderdijk são um dos mais conhecidos pontos turísticos holandeses e foram declarados como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1997.

A origem do nome provém de uma lenda, em 1421, durante a grande 'enchente de Santa Isabel', boa parte do país ficou alagado, exceto o polder Alblasserwaard.

Diz-se que quando a terrível tempestade acalmou, alguém foi para o polder ver o que poderia ser salvo e viu ao longe um berço de madeira flutuando no rio e mantido em equilíbrio por um gato, que saltava para trás e para frente, para que não entrasse água dentro dele.

Quando o berço chegou até a encosta de um dique, o homem viu que nele havia um bebê que dormia quieto e seco. Assim o local onde isto ocorreu teve seu nome batizado de Kinderdijk, que significa 'dique da criança' (sendo que o herói foi o gato).

A partir do século XIII, os problemas com a água tornaram-se constantes na Holanda. Canais de grande porte, chamados de "weteringen", foram escavados para se livrar do excesso de água nos polders.

No entanto, o solo drenado começou a afundar, enquanto o nível do rio subiu devido a depósitos de areia. Decidiu-se então construir uma série de moinhos de vento, com uma capacidade limitada para reduzir as diferenças do nível de água, mas apenas capaz de bombear água para um reservatório em um nível intermediário entre o solo e o rio.

O reservatório pôde ser bombeado para fora do rio por moinhos de vento, sempre que o nível do rio estava baixo o suficiente, sendo que ele sofria variações sazonais e das marés.

Apesar de alguns dos moinhos ainda serem usados, os trabalhos com a água são fornecidos por duas estações de bombeamento a diesel perto de uma das entradas do parque dos moinhos de vento.

Para visitar Kinderdijk não é preciso pagar nada. A área é aberta a público e pode-se caminhar entre os moinhos ou andar de bicicleta (é possível alugar lá). Carros e motos não são permitidos dentro do parque, mas é possível deixá-los em um estacionamento pago na entrada do parque. Além disso, pode-se fazer um passeio de barco pelos canais ao redor dos moinhos.

Um lugar lindo que vale a pena ser visitado!






sexta-feira, 29 de julho de 2011

Destino: Slawenburg Raddusch

Localizado na aldeia de Raddusch, em Vetschau im Spreewald, 18 km a oeste da cidade de Cottbus na Baixa Lusácia e 100 km a sul de Berlim, na Alemanha, o Slawenburg Raddusch é uma réplica fiél de um reduto da tribo eslava Lusitzi, construído durante os séculos IX e X.

Na época da RDA, inicou-se a mineração de carvão vegetal na região de Raddusch, na mina de Seese-leste e as descobertas arqueológicas no local estavam ameaçadas. Além das ruínas da vila eslava, foram encontrados vários objetos, inclusive uma estátua de madeira de 1100 anos de idade.

Com o fim da RDA e a unificação alemã, a exploração do carvão foi reduzida significativamente e a mina foi fechada antes de atingir as imediações do castelo.

A Secretaria de Estado de Brandenburgo para Preservação Histórica e Arqueologia, então, desenvolveu no período seguinte o projeto de reconstrução do antigo castelo, financiado com recursos da reabilitação das minas.

Construído com blocos, madeira e argila, abriga uma sala de conferência, um restaurante e um museu moderno em seu interior, cuja exposição detalha os 12 mil anos de história da região.

Em suas laterais, há dois lagos, o Bischdorfer See e o Kahnsdorfer See. O museu abriga um belíssimo acervo de objetos cerâmicos, de metal, madeira e pedra, em uma região de riquezas naturais e contrastes, com as minas de carvão moldurando as paisagens. Vale a pena conferir!